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Aparelhos. Um tratamento normal e até... uma moda!

Longe vai o tempo em que usar aparelho era um problema. Enfim, um tratamento de ortodontia – é assim que se chama – nunca é algo confortável, mas passou a ser tido como normal, comum, até uma moda. Dito de uma forma ainda mais clara, os miúdos que os utilizam já não são alvo de piadas dos colegas lá na escola, e até os adultos já se sentem relativamente confortáveis.

Foi preciso uma evolução notória para se chegar a esta nova percepção. Em primeiro lugar, o simples de facto de cada vez mais crianças começarem a usar aparelho, devido à informação, à disponibilidade e ao nível de alerta superior dos seus pais, veio democratizar a existência deste tratamento entre as crianças. Se antigamente era frequente crescer-se com dentes e maxilares fora do lugar, agora sabe-se que a intervenção médica é possível e eficaz, marcam-se consultas e resolvem-se os problemas. Felizmente.

A questão da disponibilidade e da maior preocupação veio ainda fazer com que os próprios adultos – aqueles que quando crianças não tiveram a oportunidade de o fazer – recorram também, agora, a tratamentos de ortodontia. Em conclusão, os aparelhos tornaram-se comuns em diferentes gerações. Mais do que um tratamento de exceção, são uma normalidade que a sociedade integrou e que já ninguém desdenha.

Mas existem mais razões para esta nova realidade. Os próprios aparelhos evoluíram muito, por exemplo, ao nível dos materiais, que se notam cada vez menos. Hoje, crianças e adultos sentem-se muito mais confortáveis, seja na escola, seja na vida profissional. Desde os chamados brackets (uma espécie de peça ancorada em cada dente), aos dispositivos alinhadores (férolas diferentes realinhadas a cada três semanas), as opções estéticas para os pacientes são múltiplas, ao contrário do que sucedia no passado.

Resta por fim a questão da evolução técnica e do preço. Hoje, é um facto, a generalidade dos dispositivos são bem menos complexos do que eram há 20 anos. E se a isto juntarmos que apesar de tudo os aparelhos são bem mais acessíveis, então percebemos por que razão se tornaram normais, ao ponto de se tornarem a tal moda. Sim, porque não seria a primeira vez que apareceria uma criança com os seus pais, na consulta, a achar que precisa mesmo de um aparelho, mesmo quando não é o caso. Mas também é para isso que cá estamos, para o melhor aconselhamento e para a melhor solução.

Obrigado e boa semana!

Gonçalo Dias!

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